Chegamos ao fim de 2025, um ano muito significativo para nós, porque vivemos o Jubileu da Igreja e as comemorações dos 800 anos do Cântico das Criaturas, que inspiraram diversas iniciativas para a nossa Casa Comum, como a Campanha da Fraternidade e a COP30.
Gostaria de trazer para este texto, uma frase do Papa Francisco, que certa vez disse aos consagrados e que pode ajudar a nossa reflexão: “Olhe o passado com gratidão, viva o presente com paixão e realismo, e abrace o futuro com esperança”.
Geralmente, quando vamos em direção ao final de um percurso, o nosso coração se volta para o que vivemos, se enche de alegria e gratidão por tudo o que aprendemos, ao mesmo tempo, que percebemos os erros cometidos. Esse olhar sincero para o caminho percorrido nos faz crescer e nos faz recomeçar. Costumamos chamar este procedimento de discernimento ou visita de sua história vida.
Assim, ao olhar para o ano que está terminando, percebemos quantas graças nos foram dadas por Deus e quantas oportunidades tivemos de crescer. Mas ao mesmo tempo somos convidados a continuar caminhando, com os pés firmes e o coração voltado para o futuro que o Senhor nos tem preparado.
Neste contexto, ao falarmos de vocação, estamos dizendo que cada um possui um lugar único na história de Deus. Tal como São Francisco de Assis, ao encontrar sua própria vocação no encontro com o Cristo pobre no leproso e com o chamado do Crucificado: “Francisco, reconstrói a minha Igreja”, também nós somos chamados a discernir, no presente, o modo concreto de amar e servir.
Retomando a frase do papa, somos convidados a reescrevermos nossa própria história de vida, olhando o nosso passado com gratidão, percebendo os sinais de Deus em nossa caminhada até aqui, a viver o nosso presente com entusiasmo para nos colocarmos a serviço do próximo e abraçar o futuro com a esperança de que o Senhor continuará sustentando o nosso caminhar.
Elevemos nosso olhar ao Senhor e digamos: obrigado por tudo que aprendemos e crescemos juntos neste ano de 2025. Que o descanso que vem, através das férias, renove nossas forças e rezemos, a fim de que, inspirados pelo exemplo de São Francisco possamos ver um novo modo para fazer a paz e o bem.