Entrevista: Conheça o Núcleo de Artes Cênicas Senhor do Bonfim (NAC)

O que é o Núcleo de Artes Cênicas Senhor do Bonfim (NAC) e como ele surgiu?

O NAC como o nome sugere, é um grupo que busca evangelizar por meio da arte. Seu embrião foi a experiência bem-sucedida de reunir os jovens da comunidade para apresentar a Encenação da Paixão de Cristo, em 2001 e foi oficialmente criado em 2005, por iniciativa de duas lideranças da época: Michele Evangelista e Amanda Nogarol, com propósito de assumir a responsabilidade artística das atividades da comunidade.

Quais são os trabalhos que o NAC realiza no Santuário Senhor do Bonfim?

O principal trabalho do NAC é a produção, organização e direção da Encenação da Paixão de Cristo. O que começou como uma iniciativa juvenil tornou-se um dos poucos eventos que efetivamente unem toda a comunidade do Santuário Senhor do Bonfim, envolvendo mais de 200 pessoas de diferentes pastorais.

Além da Paixão de Cristo, o NAC se dedica à realização de um segundo espetáculo teatral no segundo semestre do ano com peças que levam alegria, conhecimento, consciência moral e evangelização ao público.

O grupo também colabora com eventos gerais da comunidade, como bingos e festas.

Como é possível participar do NAC?

O termo “Núcleo” não é aleatório. O NAC se apresenta dessa forma por entender que a solidez e a força do grupo estão em poucas pessoas unidas por um objetivo central: evangelizar por meio da arte.

Por isso, trata-se de um grupo fechado, cuja participação ocorre por convite. No entanto, isso não impede a colaboração da comunidade em suas montagens. A Encenação da Paixão de Cristo, por exemplo, é aberta a todos e os trabalhos do segundo semestre contam com a participação de membros de outras pastorais.

O núcleo em si permanece reservado para o planejamento das atividades, avaliação dos trabalhos e momentos de oração em conjunto.

Como teve início a Encenação da Paixão de Cristo no Santuário?

A Encenação da Paixão de Cristo teve início em 2001, a partir de uma proposta do Frei Ismael, pároco na época, com o objetivo de unir os grupos de jovens da comunidade. Naquele ano, a Paixão foi dividida em apresentações menores e durante os cinco primeiros anos, as apresentações ocorreram na praça em frente à igreja.

Com a formação do NAC, em 2005, a partir de 2006 a encenação passou a acontecer no estacionamento do Santuário, recém-asfaltado à época, pois com o crescimento do público, o NAC percebeu a necessidade de continuar contando a história da salvação sob diferentes perspectivas, a partir do olhar de personagens que conviveram com Jesus, como Maria, Judas Iscariotes e até mesmo a expectativa de um Messias guerreiro, além da visão de Paulo, apóstolo de Cristo. Tudo isso em um espaço maior, garantindo segurança e buscando oferecer uma encenação fiel ao Evangelho, mas também bela, poética e profundamente envolvente.

Como é possível participar da Encenação da Paixão de Cristo?

A Encenação da Paixão de Cristo acontece todos os anos e é aberta a todos que desejam participar. O convite é divulgado a partir de janeiro, nas missas e nas redes sociais do Santuário. Os ensaios ocorrem aos domingos, na quadra do Santuário, das 15h às 17h.

Qual é o objetivo da Encenação da Paixão de Cristo?

O principal objetivo é fazer com que a Paixão de Cristo alcance e transforme a vida de quem assiste, mas, sobretudo, de quem participa e se doa durante os meses de preparação. Uma frase que guia e fortalece o grupo durante os ensaios resume esse propósito: “Somos todos Paixão de Cristo.”

Qual será o tema da Encenação da Paixão de Cristo em 2026?

O tema da Encenação da Paixão de Cristo em 2026 será “Rei dos Reis!”. O texto foi escrito por Letícia Godoi Evangelista, jovem de 22 anos, representante de uma nova geração que acompanha a Paixão de Cristo. A autora traz como referência a figura do Rei Davi, humilde pastor de ovelhas, ungido por Deus e feito rei de Israel, obediente à vontade divina e responsável por conduzir o povo à vitória sobre seus inimigos — expectativa que Israel depositava no Messias.

No entanto, um menino nasce, cresce e, novamente obediente à vontade do Pai, salva a humanidade ao se entregar na cruz. Não se trata mais de uma vitória terrena, mas da verdadeira vitória sobre a morte, que liberta de todo mal e oferece a esperança da Vida Eterna.

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