proximam-se as eleições de 2026. Neste ano, vamos votar para eleger os membros do Poder Executivo (Presidente da República e Governadores de Estado) e do Poder Legislativo (Deputados Estaduais, Deputados Federais e Senadores da República).
Como Igreja, nosso papel é oferecer o máximo de informações para que os cristãos, exercendo sua cidadania, possam ajudar o país e os estados, votando segundo sua consciência. É fundamental acompanhar aqueles que são eleitos, observando como utilizam os cargos para o bem do país: combatendo a desigualdade social, promovendo políticas públicas que amparem os mais pobres e construindo um país soberano, onde todos os cidadãos tenham uma vida digna.
Infelizmente, foi construída socialmente uma mentalidade muito negativa em relação à política: de que ela é suja, de que não devemos nos envolver, de que todos os políticos são ladrões, e assim por diante. No entanto, esse tipo de pensamento e atitude apenas nos priva da possibilidade de colocar a política em seu devido lugar — a construção do bem comum — e de usar corretamente o poder que é dado a cada eleitor para escolher seu candidato. O maior medo de qualquer político é enfrentar um eleitor consciente, que não se deixa enganar por fake news e que analisa os fatos sem se prender a ideologias cegas.
Por fim, é importante lembrar que as políticas públicas que afetam diretamente a vida das pessoas, especialmente dos mais pobres — como educação, saúde, segurança pública e moradia — passam pelo Legislativo e pelo Executivo, poderes cujos membros serão eleitos neste ano.
Para refletir, você se lembra em quem votou na última eleição de 2022 para esses cargos? Sabe como esses candidatos utilizaram o poder que você lhes delegou?
A seguir, algumas perguntas e respostas que podem ajudar na reflexão sobre esse compromisso tão importante de escolhermos nossos próximos representantes para o período 2026-2030:
1. Você decide quem mexe no seu bolso – Impostos, salário-mínimo e orçamento público são definidos por eleitos. Essas decisões impactam emprego, inflação e custo de vida. O voto determina quem administrará os recursos nos próximos quatro anos. Exercê-lo com responsabilidade é essencial para a saúde financeira do país e do cidadão. Fonte: CF/88, Art. 165-169.
2. Políticas públicas nascem do voto – Saúde, educação e transporte dependem de prioridades orçamentárias definidas por representantes eleitos. Prefeitos, governadores e parlamentares aprovam e executam políticas públicas. A ausência nas urnas transfere a decisão sobre serviços à sociedade. Votar é definir as diretrizes de desenvolvimento. Fonte: SECCHI, 2013.
3. Democracia só funciona com participação – A democracia se sustenta na participação popular. A legitimidade dos mandatos depende do comparecimento eleitoral. Voto nulo ou branco não invalida o pleito, apenas reduz o peso da escolha individual. Participar é dever cívico e a principal forma de controle social. Fonte: TSE, 2022.
4. Eleitos fazem as leis que mudam sua vida – Compete ao Legislativo elaborar normas trabalhistas, tributárias e penais. Deputados, senadores e vereadores debatem e aprovam o arcabouço legal. Conhecer os candidatos é fundamental, pois a legislação impacta o cotidiano. O voto de hoje define o ambiente normativo de amanhã. Fonte: CF/88, Art. 59-69.
5. É a chance de corrigir ou manter o rumo – A eleição é o momento de avaliar os gestores. Pelo voto, aprova-se a continuidade ou opta-se pela alternância de poder. A reeleição referenda a gestão; uma nova força política corrige os rumos. O voto é o principal mecanismo de prestação de contas na democracia. Fonte: SILVA, 2018.