Aproxima-se o período eleitoral e a Igreja no Brasil, através da CNBB Sul 1, lança o subsídio “Reflexões para Eleições 2026” com Perguntas e Respostas à Luz da Doutrina Social da Igreja. O material, de linguagem simples e pastoral, chega às comunidades, pastorais e CEBs da Diocese de Santo André com um objetivo claro: formar consciências, sem indicar candidato ou partido. Inspirado no versículo “Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts 5,2), o documento reafirma que a política, quando vivida como serviço, é “uma das mais elevadas formas de caridade”.
1. A missão do cristão na política
O subsídio começa respondendo: o cristão deve participar da política? Sim. Abster-se é omitir-se. A Igreja não indica nomes, mas ilumina as consciências para que o voto seja um ato de amor ao próximo e ao bem comum. Dom Francisco, ao analisar o cenário, lembra: “Uma sociedade democrática não é aquela onde todos pensam da mesma forma. É aquela onde pessoas diferentes conseguem compartilhar intuições”. Por isso, o texto alerta contra a polarização: “Nenhuma eleição pode deixar como herança a divisão, a polarização ou a inimizade”.
2. Os 4 pilares para discernir o voto
À luz da Doutrina Social da Igreja, o eleitor é convidado a avaliar os candidatos por 4 princípios:
Dignidade da Pessoa, Bem Comum, Solidariedade e Subsidiariedade.
Na prática, isso significa olhar se o candidato defende a vida em todas as fases, a justiça social, a saúde, a educação, a moradia digna e a proteção dos mais vulneráveis.
Outros critérios apontados são: honestidade, história de serviço e compromisso com a verdade. O voto não pode ser comprado. E diante de “ficha suja”, a orientação é clara: o voto é um ato moral.
3. Temas urgentes para 2026
O subsídio aponta que o eleitor deve observar as propostas sobre:
Fome e trabalho, Saúde/SUS, Educação, Moradia, Segurança com direitos humanos, Meio Ambiente e cuidado da Casa Comum, e combate à corrupção. Um destaque é o enfrentamento das fake news. “A desinformação desafiará cada vez mais a capacidade de discernimento”. Por isso, pede-se: não repassar sem checar. A mentira destrói a democracia.
4. Além do voto: cidadania ativa
O documento reforça que a missão não termina na urna. “Esperar significa participar, construir, dialogar, resistir ao desânimo, defender a verdade”. É preciso acompanhar os eleitos, fiscalizar e participar dos conselhos e pastorais sociais.
Para as comunidades da Diocese de Santo André, a sugestão é usar o método Ver-Julgar-Agir: ver a realidade do bairro, julgar à luz do Evangelho e agir com propostas concretas. O subsídio encerra chamando para a “Cultura do Encontro” e para a “Política Melhor”. A esperança cristã, diz o texto, “não é ingenuidade”. É compromisso diário com a democracia, com a justiça e com os mais pobres. Que neste 2026, cada católico da Diocese de Santo André possa exercer seu direito de votar com liberdade, fé e responsabilidade, construindo um Brasil mais fraterno.
Pesquisa realizado pelo professor Manoel a partir do Subsídio da CNBB Regional Sul 1