Neste período eleitoral de 2026 trouxemos nas últimas edições do Informativo A Voz do Bonfim, através do Subsídio da CNBB Sul 1, orientações para nossos leitores buscando proporcionar reflexões que ajudassem no discernimento no momento do voto, sem querer indicar nomes de candidatos ou partidos políticos.
Percebemos como o caminho é longo neste campo. Nosso povo está muito desgastado com tantas polarizações, divisões que adentrou no campo da política nestes últimos anos afetando amigos, famílias … Com isso, o cansaço. No entanto, o cristão sabe da importância da dimensão que a política possui e o impacto que esta causa na vida de todos, de modo especial na vida dos pobres. É através de uma boa administração da Cidade, do Estado ou do país que se definem políticas públicas que irão afetar diretamente a vida dos cidadãos. O legislativo que tem como missão definir as leis, que também implicam a vida do povo, e o Judiciário que faz o papel do guardião da ordem, seguindo a Constituição Brasileira.
Aqui o desafio de nossa evangelização. Até mesmo por causa do senso comum a política é nomeada como suja, que pessoas de bem não entram neste campo pois é só sujeira e corrupção. Lembremos de Martin Luther King que afirmava que não tinha medo do barulho dos maus, mas do silêncio dos bons. Seguindo o Papa Francisco, que nos lembra que a política é “uma das mais elevadas formas de caridade”, pois busca o bem comum. Inspirados por esses grandes homens, pela nossa fé no Reino de Deus temos como missão continuar aprofundando este campo importantíssimo da vida. Buscar no tesouro da Igreja, de modo especial na Doutrina Social da Igreja, luzes para iluminar as trevas que estamos vivendo, e com fé seguirmos exercendo nosso protagonismo como cristãos e cidadãos.
Terminado as eleições, e agora José? Qual o caminho a seguir? O que ensina nossa mãe Igreja? Além do voto: cidadania ativa
O documento do Subsídio da CNBB Sul 1 reforça que a missão não termina na urna. “Esperar significa participar, construir, dialogar, resistir ao desânimo, defender a verdade”. É preciso acompanhar os eleitos, fiscalizar e participar dos conselhos e pastorais sociais. Manter o compromisso diário com a democracia, com a justiça e com o direito dos mais pobres, construindo um Brasil mais fraterno.