Recebei o Espírito Santo

A realidade divina muitas vezes foge de nossa compreensão. Como dar razão hoje ao dom do Espírito Santo? Como sair das experiencias individualistas de fé, de sentimentalismos exacerbados sendo interpretados como sinal do Espírito? Na história da Igreja isso sempre foi um desafio.

Partilho com você uma reflexão que li, do padre Libânio, sobre o Espírito Santo. Relata a estória de um sábio monge chinês. Muitos iam até ele pedindo que os ensinasse a ver Deus. Ele, calado, não respondia. Certa vez passando por um lago, começou a adentrar neste e um de seus discípulos o acompanhou. De repente, o monge se voltou rapidamente para o discípulo, segurou sua cabeça e afundou-a na água por um bom tempo. Ao sair desta situação, o mestre lhe perguntou o que havia sentido, sendo sua resposta: “falta de ar”. Assim, o monge conclui: “Deus é ar!” Somente quando nos falta, sabemos quem Ele é: tão presente, tão íntimo de nós que nem percebemos que está conosco. Assim é o Espírito Santo, como o ar que respiramos. Seu sopro é a brisa leve que nos conduz ao centro da mensagem de Jesus, a atualização do amor.
É tempo de cuidar. Paz e Bem!
 
Frei Carlos Alberto, OFMConv.

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